ZUMBIDO NO OUVIDO: DEVO USAR APARELHO AUDITIVO?


São muitas as razões que indicam a necessidade de uma pessoa ter que usar aparelho auditivo. Entre elas, está o zumbido no ouvido, uma vez que esse sintoma pode mostrar que o indivíduo está passando por algum nível de perda auditiva.

Além disso, mesmo sem a redução da audição, o dispositivo oferece vantagens para quem sofre com o incômodo do ruído constante. No entanto, nem sempre o zumbido está associado à perda auditiva ou se trata apenas de um som irritante e sim, tem relação com outros quadros e problemas de saúde. Então, como saber se devo usar um aparelho auditivo? Para responder essa e outras perguntas afins, continue lendo este artigo.

Quais problemas afetam o ouvido?

Para saber quando está na hora de usar aparelho auditivo, vale a pena conhecer os tipos de problemas que podem afetar o ouvido. Dessa forma, fica mais fácil de identificar a relação da perda auditiva com os demais problemas e condições de saúde.

De início, é preciso entender que o ouvido é formado por três partes principais. São elas o ouvido externo, o ouvido médio e o ouvido interno, sendo que os transtornos auditivos estão sujeitos a se manifestar em qualquer uma delas.

Especialistas afirmam que as condições relacionadas ao ouvido externo costumam ser as mais fáceis de serem diagnosticadas e tratadas, pois são quadros mais simples. Já o ouvido médio, normalmente, é acometido por problemas um pouco mais sérios. No entanto, essas condições são concertadas com procedimentos cirúrgicos e envolvem os três ossinhos do ouvido médio, ou seja, o estribo, o martelo e a bigorna.

Em todos os casos basta o aparelho auditivo?

Existem problemas que afetam o ouvido interno, que são considerados os mais graves. Dessa maneira, o quadro aparece nas células ciliadas da cóclea, sendo que mesmo quando uma única dessas células está defeituosa a qualidade da audição como um todo é afetada.

Além disso, essas células não se regeneram. Por conta disso, o melhor tratamento pode consistir no uso de próteses a fim de amplificar os sons para que se possa ter uma qualidade auditiva satisfatória.

Isso acontece porque, nos casos em que existe lesão grave na cóclea, a perda auditiva se torna profunda. E mesmo com os aparelhos auditivos modernos, digitais e muito potentes, que chegam a amplificar o som e atingir os 140 decibéis, esse avanço dos atuais produtos pode não ser suficiente. Desse modo, é necessário optar pelo implante coclear.

O implante é formado por eletrodos que são introduzidos na cóclea com o objetivo de oferecerem a estimulação elétrica necessária às fibras do nervo auditivo. Isso quer dizer que, para cada situação, há no mercado produtos bastante adequados e eficientes.

Zumbido e aparelho auditivo

Além dos problemas que afetam o ouvido, pode ser preciso usar aparelhos auditivos mesmo quando não há perda auditiva. Nesse caso, o dispositivo deve conter estimulação sonora especial, que serve para filtrar a percepção do zumbido.

Para tanto, esses aparelhos proporcionam diferentes sons, como melodias ou ruídos que não atrapalham o usuário, fazendo com que o zumbido se torne mais fraco ou até mesmo imperceptível. Esses aparelhos costumam ser usados apenas por um tempo.

Nesse caso, o tratamento pode durar de seis a 12 meses e, ao final do período, o zumbido permanecer com o seu volume bem baixo ou imperceptível. O resultado depende de cada pessoa, uma vez que, segundo especialistas, se trata de um sintoma pessoal e subjetivo.

A questão é que, com o uso de aparelhos auditivos especiais para tratar esse incômodo barulho, o objetivo é que ele não incomode mais o paciente. Além disso, o zumbido pode indicar perda auditiva, mais um motivo para aderir ao uso do dispositivo.

Causas do zumbido no ouvido

O zumbido no ouvido pode ser a consequência de lesões, em decorrência de ouvir música muito alta, trabalhar em locais com ruídos constantes e altos ou mesmo de acidentes. Infecções, intoxicação, cera acumulada e doenças cardiovasculares são outras razões.

Até mesmo dor no pescoço, diabetes, depressão e outras condições podem desencadear o sintoma. Vale lembrar que o próprio envelhecimento natural das pessoas pode levar ao zumbido no ouvido.

De qualquer forma, portanto, tendo zumbido, perda da qualidade auditiva ou qualquer outro sintoma associado ao ouvido é essencial buscar ajuda médica. Afinal, além de tratar o sintoma pode ser uma forma de descobrir o problema de saúde que o causou.

Motivos para a perda auditiva

Além do passar dos anos, do acesso a sons e ruídos muito altos e dos problemas associados ao zumbido, a perda auditiva pode acontecer em outras situações. Entre elas, doenças como otite crônica e otosclerose, além de alguns tumores.

Essas são mais algumas razões para buscar ajuda médica, uma vez que a perda auditiva nem sempre aparece sozinha. Portanto, quando a redução da audição ou outra razão para usar os dispositivos for diagnosticada é preciso fazer uma nova avaliação.

Ela serve para que o especialista consiga identificar o nível e o tipo de perda auditiva. Essa avaliação deve ser totalmente personalizada e individual, uma vez que cada pessoa sofre a perda auditiva de maneira específica.

Isso significa que o dispositivo deve ser regulado exclusivamente ao paciente que busca por ele. Além disso, a melhor solução para cada caso depende de como o problema afeta a sua vida, pois oferecem diferentes funções, além de melhorar a audição.

A boa notícia é que, hoje em dia, os aparelhos auditivos estão muito mais modernos do que na época em que foram desenvolvidos os primeiros modelos.

A tecnologia digital que possuem garantem um som de alta qualidade e livre de interferências, bem como distorções e outros problemas que poderiam afetar a audição de sons claros e limpos.



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