Quanto tempo leva para se adaptar aos aparelhos auditivos?


Por mais que os aparelhos auditivos ofereçam uma série de melhorias para a qualidade de vida e bem-estar dos seus usuários, é normal que demore um tempo para a pessoa sentirem-se 100% confortáveis com ele. Esse período é o que se chama de tempo de adaptação.

Afinal, de um dia para o outro, o seu corpo precisa se acostumar com um dispositivo que permanece fixo ao seu corpo, com o qual é preciso, muitas vezes, reaprender a ouvir. Dessa maneira, quanto menos se espera para usar um aparelho auditivo, melhor.

E, por essa razão e por outros fatores, o tempo de adaptação varia de pessoa para pessoa. Mesmo assim, de maneira genérica, é possível responder à pergunta, quanto tempo leva para se adaptar aos aparelhos auditivos, dizendo que em torno de poucos meses.

E se você quer saber mais sobre o assunto quanto tempo leva para se adaptar aos aparelhos auditivos, continue lendo este artigo.

Como funciona a adaptação ao aparelho auditivo

No período de adaptação não só a pessoa deve se acostumar com o uso do aparelho auditivo, como também é preciso fazer os ajustes necessários para que ele fique de acordo com as necessidades do paciente. Por isso, é necessário ter calma, paciência e persistência.

Esses ajustes são indispensáveis porque servem para deixar o dispositivo no volume ideal para que os sons são sejam ouvidos altos demais, nem tampouco baixos excessivamente. Além disso, durante a adaptação, o usuário pode ouvir até mesmo sons diferentes. Na realidade são sons normais, porém, com os quais não estava mais acostumado. Desse modo, é de extrema importância buscar profissionais capacitados e experientes no atendimento a usuários de aparelhos auditivos. Isso porque é ele quem vai ajustar o dispositivo para que forneça uma amplificação adequada para cada paciente. Se o volume estiver alto demais, por exemplo, pode prejudicar em muito o processo de adaptação do indivíduo.

Afinal, ele pode se sentir atordoado ao ouvir sons intensos. Isso é ainda mais complicado de lidar se o indivíduo já estiver com a perda auditiva bastante agravada.E mais, o fonoaudiólogo deve explicar para o paciente e aos seus familiares como funciona a adaptação com a prótese auditiva, como deve ser usada e quais os cuidados que se deve ter.

Dicas sobre a adaptação ao aparelho auditivo

Por melhor que seja um aparelho auditivo, é preciso ter em mente que o usuário não vai ter o mesmo aproveitamento em todos os ambientes. Isso quer dizer que em alguns locais ele pode ouvir os sons de um jeito melhor do que em outros ambientes.

O mais importante, entretanto, é que a prótese auditiva contribuía com o melhoramento da comunicação do paciente. Afinal, quando o indivíduo inicia um processo de perda auditiva, em geral, o aspecto mais afetado em sua vida é a comunicação interpessoal.

Nesse sentido, o profissional que vai indicar o aparelho auditivo mais adequados às necessidades do paciente deve não só avaliar o seu grau de perda auditiva, como também determinar a sua causa, bem como extensão. Isso tudo contribui com uma melhor adaptação.

É necessário ainda levar em consideração a sua satisfação com o aspecto estético e com desempenho do aparelho auditivo. Em alguns casos, o profissional pode indicar o uso de acessórios em conjunto com o dispositivo para obter melhores resultados.

Da mesma forma, ele deve deixar o paciente ciente de que a adaptação pode ser demorada. No entanto, salientar ainda que isso faz parte do processo e que o esforço realizado nesse sentido será bem recompensado quando a adaptação estiver completa.

Dificuldades comuns durante a adaptação

Como já foi dito, é normal que o período de adaptação conte com algumas dificuldades por parte do paciente. Entender quais são elas contribuem para que ele esteja mais bem preparado e consciente do desafio. Veja quais são as dificuldades mais comuns:

•  Desconforto ao ouvir sons fortes, uma vez que o usuário pode ter perdido a capacidade de tolerá-los, mas essa habilidade volta a ser apreendida com o passar do tempo;

•  Efeito de oclusão, que se refere à sensação de quando se coloca o dedo dentro do ouvido, fazendo com que os sons, inclusive, a própria voz, tenha eco. Isso pode ser reduzido com os ajustes adequados no aparelho auditivo;

•  Feedback acústico, também chamado de retroalimentação, se menciona a um tipo de assobio que se pode ouvir e atrapalha o bom entendimento dos sons. Em geral, ocorre quando o dispositivo não está bem inserido;

•  Percepção de barulhos do ambiente, os quais podiam não ser mais ouvidos pelo paciente por conta da surdez, sendo, assim, esquecidos. Mas também é uma questão de voltar a aprender a conviver com eles, como o som do vento ou o tique-taque do relógio.

É importante dizer que se a perda auditiva estiver em um grau bastante severo, pode ser que o paciente perca a sua habilidade de processar a fala sem amplificação. Por isso, é essencial buscar ajuda médica sempre que se perceber o problema.



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