Crianças e Aparelhos Auditivos Infantis – Cuidados Necessários

Aparelhos Auditivos Infantis

Mesmo crianças podem apresentar perda auditiva e terem que começar a usar aparelhos auditivos. Quando se toca neste assunto, é preciso estar ainda mais atento aos cuidados necessários. Afinal, elas gostam de brincar e isso deve ser colocado na balança antes da escolha e do uso do dispositivo mais adequado.

Apresentar algum nível de surdez até os três anos, pode ter um grande impacto não só no desenvolvimento da fala, mas também nas habilidades cognitivas. Além disso, a criança com essa deficiência pode ter distúrbios articulatórios e dificuldades na socialização.

No entanto, com o diagnóstico precoce é possível garantir reabilitação auditiva, bem como evitar as consequências do quadro. Para saber curiosidades e particularidades sobre aparelhos auditivos infantis, como cuidados necessários e demais dicas, continue lendo este artigo.

Como é o diagnóstico infantil da perda auditiva

O diagnóstico da perda auditiva em crianças é muito parecido ao que é feito em adultos. Porém, o mais comum é que seja realizada a audiometria infantil, um exame apropriado para atender bebês e os pequenos de até quatro anos.

Em crianças, é ainda mais importante realizar um diagnóstico precoce, o que pode evitar complicações posteriores de aprendizado da linguagem e da fala. Para tanto, o bebê ou criança permanece no colo da mãe, pai ou outro responsável enquanto o exame acontece.

Ambos devem estar dentro de uma cabine com isolamento acústico, sendo que o paciente deve estar com fones de ouvido. O exame pode ser feito ainda sem eles, o chamado exame em campo livre.

Para ser eficaz, o procedimento utiliza técnicas lúdicas para envolver o pequeno no teste. O fonoaudiólogo, que é o profissional que deve realizar o exame, pode pedir a ele para realizar uma tarefa, sendo que os resultados são obtidos de acordo com a reação do paciente.

Além de identificar o desenvolvimento normal da audição, fala e linguagem, a audiometria infantil pode perceber deficiência auditiva, mesmo que seja de grau leve. Vale dizer que o exame também pode ser solicitado em situações de cirurgia devido à otite secretora e mesmo para ajudar na reabilitação auditiva.

Como agir com a criança com perda auditiva

Durante o período de teste, enquanto não se sabe exatamente o grau da perda auditiva da criança, especialistas explicam que é importante que os pais e os demais cuidadores continuem interagindo com ela.

Falar com as crianças, cantar canções e brincar com as mãos contribuem muito para a estimulação da sua audição, mesmo que haja alguma perda. Outra dica é levar o seu rosto para perto da criança enquanto conversa com ela, além de usar a expressão facial.

Quando o problema é diagnosticado, é preciso, juntamente com um profissional competente, escolher o melhor aparelho auditivo conforme o grau de perda auditiva detectado. A criança também deve iniciar terapia fonoaudiológica.

Os pais e outros responsáveis pela criança ou bebê com algum problema de audição podem ainda ter um diário para relatar o seu desenvolvimento. Com isso, o histórico pode funcionar como fonte de pesquisas, a fim de acompanhar o progresso do pequeno.

Também é preciso que os pais tenham consciência que o aparelho vai proporcionar uma melhor qualidade de vida ao seu filho, porém, não restabelecer totalmente a sua audição. Ou seja, o dispositivo permite que a criança viva da maneira mais normal possível.

Como é a fase de adaptação nas crianças com o aparelho

Em adultos, a fase de adaptação do aparelho auditivo pode ser bastante difícil e delicada, e com a criança não é diferente, já que elas podem nem estar compreendendo o porquê deve usar o dispositivo na orelha.

Por isso, além de muita paciência, os pais devem dar a assistência necessária a ela. A aceitação do aparelho auditivo também depende, em grande parte, das pessoas que estão ao seu redor.  Assim, é necessário que elas elogiem a criança e as encoraje a usá-lo.

Também é importante que seja feito um calendário do aparelho auditivo, onde você vai anotar quantas horas por dia o seu filho utiliza o dispositivo. Ali, devem ainda estar outras informações relevantes, associadas à aceitação ou mesmo a resistência ao aparelho.

Os pais podem fazer um esquema de recompensas atrelada ao uso ou não do dispositivo, a fim de estimular a criança a aceitar melhor esse novo contexto. A recompensa pode ser feita por meio de selos autoadesivos.

Mais uma recomendação é que os pais ensinem a criança a falar o próprio nome. Essa atitude é fundamental para iniciar um diálogo com ela. O contato visual ao chamá-los e mantê-lo durante a conversa também é primordial.

Um exercício muito importante é apontar para uma fonte de ruído quando ela emite seu som e colocar as mãos nas orelhas e dizer “Eu ouvi isso!”. Dessa maneira, a criança fica mais atenta aos sons.

Já para saber como está a adaptação da criança ao aparelho auditivo é necessário observar e anotar as alterações no modo como ela pronuncia as palavras. Se utiliza mais vogais ou consoantes quando produz ruídos, por exemplo.

Dicas para crianças que usam aparelhos auditivos

Quanto mais a criança usar o aparelho auditivo, mais facilmente ele vai se adaptar a ele. Além disso, existem algumas outras atitudes que os pais devem ter para contribuir com esse objetivo. Veja quais são elas:

  • Não fale pela criança, deixe que ela mesma se comunique com os outros;
  • Elogie-a quando conseguir ouvir corretamente;
  • Encoraje o seu filho a fazer amizades;
  • Ajude a criança a se tornar independente;
  • Não haja com a criança de forma diferente;
  • Dê responsabilidades ao pequeno em conformidade a sua idade;
  • Fale abertamente sobre a perda auditiva, mas não só sobre isso; diga que deficiência dela não a resume;
  • Procure profissionais da escola que possam lidar com crianças com perda auditiva;
  • Busque a experiência de outras crianças e mesmo adultos que usam aparelhos auditivos;
  • Converse com o pequeno em volume normal, sem se afastar mais do que dois metros;
  • Sempre deixe os barulhos do ambiente no volume mínimo possível;
  • Refaça uma frase quando a criança não entende e não a repita da mesma forma.



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